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Rita Hayworth, eterna diva

Rita Hayworth, eterna diva

Publiquei isso em blog alheio. Trago para cá porque gosto muito

Rita Hayworth nasceu para brilhar. Seus pais, espanhóis que imigraram para os Estados Unidos, eram dançarinos profissionais, e aos 12 a sensual diva, batizada como Margarita Carmen Cansio, já seguia seus passos. Precoce, aos 17 fazia babar os marmanjos em casas noturnas de Hollywood.

Seu ar adolescente, suas curvas e cabelos negros encantaram Winfield Sheehan, executivo da Fox, o que lhe valeu um contrato para seu primeiro longa, Sob o Luar dos Pampas (1935), ainda como “Rita Cansino” e, a partir daí, atuou em alguns longas, em pequenos papéis, até se casar com o empresário Edward Judson, que a ajudou a conseguir um contrato com a Columbia.

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Foram vários filmes, grandes ou pequenos papéis, onde sua presença e suas danças sensuais – por vezes exóticas – ofuscavam todo o resto. Mas foi em Sangue e Areia (1941), sob a pele de uma sedutora aristocrata espanhola, para a 20th Century-Fox e depois loiríssima em Uma Loura com Açúcar (1941), da Warner Bros, que a sorte lhe sorriu.

Fred Astaire e Ginger Rogers a escolheram para os musicais Ao Compasso do Amor (1941) e Bonita como Nunca (1942), onde esteve radiante, no seu melhor momento.

O sucesso lhe trouxe novos amores, mas, separada de Judson, casou-se novamente, desta vez com  o grandioso Orson Welles, na mesma época em que Modelos Girl (1944) ajudou a catapultar sua carreira ao mais alto escalão do estrelato.  Já era, então, o furacão ruivo que marcou época nas telas.

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Rita era tão célebre nessa época que, à sua revelia, teve sua imagem pintada sobre a bomba atômica que os Estados Unidos testaram no atol de Bikini, no Pacífico. Ela ficou furiosa.

E foi em Gilda (1946) que Rita abalou as estruturas. Em parceria com Glenn Ford, protagonizaram um melodrama que poderia passar em branco, não fosse o sensualíssimo (quase) striptease na música Put The Blame On Mame (coloque a culpa em Mame), em uma sequência memorável, antológica na história do cinema, em que seu simples gesto de retirar, lentamente, uma das luvas fez arrepiar multidões.

Os musicais em Quando os Deuses Amam (1947) e Os Amores de Carmen(1948) mantiveram felizes os apreciadores de Rita, mas nada comparado ao A Dama de Xangai (1948), escrito, dirigido e estrelado por Orson Welles — já então figurando como ex-marido –, que provocou celeuma por seu papel como uma sedutora sensual, em um momento no qual estava ansiosa para provar-se uma atriz séria. Seu desempenho como femme fatale acabaria sendo maravilhoso.

Seu romance com o milionário muçulmano fugitivo playboy Aly Khan manteve Rita fora da tela durante vários anos e gerou alguma publicidade mais que desfavorável. Casaram-se em 1949, tiveram uma filha e divorciaram-se em 1951. Mas a diva não se fez de rogada: recolheu os cacos de seu coração partido e, sem um tostão furado, voltou para Hollywood, retomando de onde parou.

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Assumiu, ao lado de Glenn Ford, em Uma Viúva em Trinidad (1952), uma tentativa vã de recriar Gilda. Todos os demais esforços de emplacar sucessos de décadas passadas custaram a Rita muita energia. Em 1953, casou-se com o cantor Dick Haymes, em mais uma união breve e passageira.

Meus Dois Carinhos (1957), ao lado de Frank Sinatra e Kim Novak, foi uma oportunidade inesperada, mas não tinha a grandeza a que estava acostumada. Até a década de 1970, ainda brilhou em performances dramáticas, mas o mal de Alzheimer a colheu precocemente. Foi cuidada pela filha Yasmin até morrer, em 1987, aos 68 anos.

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Sua vida foi retratada em um filme para TV de 1983, Rita Hayworth: a deusa do amor, por Lynda Carter.

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