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Serge Gainsbourg e Jane Birkin, o casal que estremeceu os anos 60-70

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Ousadia, hoje em dia? Pois Serge Gainsbourg e Jane Birkin eram fotografados assim há… mais de 40 anos

Ousadia, hoje em dia? Pois Serge Gainsbourg e Jane Birkin eram fotografados assim há… mais de 40 anos

Publiquei isso em blog alheio. Trago para cá porque gosto muito

Casais frisson, como Pitt-Jolie, David e Victoria Beckham, príncipe William e Kate Middleton são fichinhas perto da dupla romântica que marcou época: a linda inglesa Jane Birkin e o muito feio francês Serge Gainsbourg formaram um casal que causou escândalo e estremeceu os agitados, tempestuosos final dos anos 60 e entrou pelos anos 70 adentro ganhando manchetes e provocando polêmicas.

Serge e Jane: os 18 anos de diferença de idade nunca foram um problema

Serge e Jane: os 18 anos de diferença de idade nunca foram um problema

Gainsbourg era filho de judeus fugidos da Rússia czarista em 1919. Do pai, grande pianista de formação clássica, herdou a veia musical. Já o resto, sabe-se lá: Gainsbourg, compositor, cantor, ator, diretor e poeta, marcou uma época, marcou um estilo e até o fim da vida, em  2 de março de 1991, aos 62 anos de idade, foi um homem de paixões intensas, sucessos estrondosos e vida desregrada – boêmio de carteirinha, fumava demais, bebia demais, cheirava demais, pulava de mulher em mulher. Não é por acaso que sua vida mereceu um filme, aliás muito bem avaliado: Gainsbourg — O Homem que Amava as Mulheres (Vie Heroïque, 2010, do diretor francês Joann Sfar).

Hoje Jane Birkin é uma ativista política, e continua a fazer turnês pelo mundo

Hoje Jane Birkin é uma ativista política, e continua a fazer turnês pelo mundo

Quando, em 1968, conheceu a bela e jovem atriz inglesa Jane Birkin, nas filmagens de Slogan, Serge Gainsbourg já era o mais feio dos sedutores – e tinha acabado de sair de uma relação com ninguém menos do que Brigitte Bardot. A deusa Bardot, então a mais célebre estrela da França e uma das mais reluzentes do planeta, não quis fazer com ele um dueto para a orgamástica canção Je t’aime… moi non plus. Foi Birkin quem aceitou – o sucesso que a música trouxe (foi proibida no Brasil, em Portugal, na Espanha e no Reino Unido, entre outros países) e a proposta de viver com o parceiro.

Este é um dos muitos vídeos intimistas que Gainsbourg e Birkin gravaram:

Cultos e charmosos, os dois formaram um casal que se transformou em um dos ícones de comportamento liberal dos anos 70. Os 13 anos que passaram juntos foram intensos: canções polêmicas, filmes polêmicos, roupas polêmicas, nudez polêmica, declarações polêmicas, vida polêmica. Eles se conheceram quando Gainsbourg tinha 40 e ela 22 anos, e ela ficou fascinada, mas não se abateu com o desprezo inicial do impertinente orelhudo: orquestrou um jantar, dançou com ele e ficou na ponta dos pés para ganhar um beijo.

Serge e Jane: um casal estiloso – e escandaloso

Serge e Jane: um casal estiloso – e escandaloso

Então, nessa primeira noite, Gainsbourg a levou sucessivamente a um bar de travestis, a um clube onde ouviram o cantor de blues americano Joe Turner e depois a uma boate russa. A noite terminou no Hotel Hilton, onde a recepcionista perguntou: “Seu quarto é habitual, o Sr. Gainsbourg?” E nada sexual aconteceu então, porque ele, exausto, desabou e dormiu. Muito rapidamente, porém, tornaram-se inseparáveis.

Tiveram duas filhas, uma delas a hoje ótima atriz francesa e também cantora Charlotte Gainsbourg e separaram-se em 1980, por iniciativa de Jane. Continuaram, porém, amigos.

Orelhudo, narigudo, mas sedutor irresistível: Serge Gainsbourg

Orelhudo, narigudo, mas sedutor irresistível: Serge Gainsbourg

Quanto o irriquieto, multifacetado Gainsbourg morreu, mereceu do então presidente François Mitterrand a frase de que “ele foi o Baudelaire de nosso tempo, o Apollinaire…”.

No filme “Wonderwall” (1968), do diretor Joe Massot – cuja trilha sonora foi composta pelo beatle George Harrison – o nome da personagem de Jane, embora sem uma fala sequer, é Penny Lane, título de uma das canções dos Beatles

No filme “Wonderwall” (1968), do diretor Joe Massot – cuja trilha sonora foi composta pelo beatle George Harrison – o nome da personagem de Jane, embora sem uma fala sequer, é Penny Lane, título de uma das canções dos Beatles

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