BAÚ DO TABU

A casa da livre palavra


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Fotos do espaço: um espelho da nossa extraordinária pequenez

A 220 quilômetros da superfície da Terra, a bordo da Estação Espacial Internacional, a imagem maravilhosa da aurora boreal, também conhecida como as luzes do norte

A 220 quilômetros da superfície da Terra, a bordo da Estação Espacial Internacional, a imagem maravilhosa da aurora boreal, também conhecida como as luzes do norte

Publiquei isso em blog alheio. Trago para cá porque gosto muito

Amigas e amigos do blog, já falamos aqui do astronauta-poeta, mas sempre podemos relembrar como somos pequenos dentro da nossa significância, nesse mundão maravilhoso. Então resolvemos trazer bis.

Douglas Wheelock, o astronauta-fotógrafo-poeta, esteve em 2007 a bordo do STS-120 Discovery, e através do módulo Harmony, visitou a Estação Espacial Internacional. Em 2010, a bordo do Soyuz TMA 23S Olympus, voltou à ISS, onde ficou de junho a novembro. Ele acumulou 178 dias no espaço, e proporcionou aos terrestres, meros mortais, algumas imagens que nos fazem pensar, compartilhando-as através do seu endereço de twitter @Astro_Wheels.

O coronel Douglas Wheelock, da Nasa, comemorou seu Tweet de número 100 com esta foto da Aurora Boreal, tirada a partir da Estação Espacial Internacional

O coronel Douglas Wheelock, da Nasa, comemorou seu Tweet de número 100 com esta foto da Aurora Boreal, tirada a partir da Estação Espacial Internacional

The Big Apple: as luzes de Manhattan brilham fortemente na noite do espaço

The Big Apple: as luzes de Manhattan brilham fortemente na noite do espaço

Foto publicada pelo astronauta em 31 de agosto de 2012, mostrando o furacão Earl. O centro da tempestade pode ser visto no lado esquerdo. Em primeiro plano, acoplada à Estação Espacial Internacional, a nave russa Soyuz

Foto publicada pelo astronauta em 31 de agosto de 2012, mostrando o furacão Earl. O centro da tempestade pode ser visto no lado esquerdo. Em primeiro plano, acoplada à Estação Espacial Internacional, a nave russa Soyuz

O olho da tempestade, bem abaixo da ISS: o furacão Earl, segundo em intensidade no Atlântico, em 2012

O olho da tempestade, bem abaixo da ISS: o furacão Earl, segundo em intensidade no Atlântico, em 2012

"Chomolungma" -- o colossal Monte Everest se apequena lá de cimao

“Chomolungma” — o colossal Monte Everest se apequena lá de cimao

Mais uma vez, a Estação Espacial Internacional oferece uma visão de tirar o fôlego do nosso Planeta Azul

Mais uma vez, a Estação Espacial Internacional oferece uma visão de tirar o fôlego do nosso Planeta Azul

"Uma manhã calma de dezembro, da santidade pacífica do espaço"

“Uma manhã calma de dezembro, da santidade pacífica do espaço”

A Europa, que à noite parece não dormir: "Haverá amor e riso ... e paz para sempre ... amanhã ... só você esperar para ver!"

A Europa, que à noite parece não dormir: “Haverá amor e riso … e paz para sempre … amanhã … só você esperar para ver!”

Outro ângulo da Europa superiluminada, com a Aurora Boreal de fundo: "Para sempre grato por essa atmosfera que torna o nosso planeta um lugar que podemos chamar de lar"

Outro ângulo da Europa superiluminada, com a Aurora Boreal de fundo: “Para sempre grato por essa atmosfera que torna o nosso planeta um lugar que podemos chamar de lar”

"Sonhadores, dedico meu tweet 500 a nossa próxima geração de sonhadores, cientistas, ousando explorar o espaço"

“Sonhadores, dedico meu tweet 500 a nossa próxima geração de sonhadores, cientistas, ousando explorar o espaço”

"Um assento na primeira fila para uma caminhada espacial"

“Um assento na primeira fila para uma caminhada espacial”

"Nosso 'Planeta Azul' incrível! Testemunhar a Aurora Boreal da Estação Espacial é uma mudança de vida"

“Nosso ‘Planeta Azul’ incrível! Testemunhar a Aurora Boreal da Estação Espacial é uma mudança de vida”

Nova York vista do espaço

Nova York vista do espaço

Douglas Wheelock e seu transporte para o espaço

Douglas Wheelock e seu transporte para o espaço

Douglas Wheelock, com seu sorriso franco e sua alegria de quem viu - e mostrou - o que poucos puderam

Douglas Wheelock, com seu sorriso franco e sua alegria de quem viu – e mostrou – o que poucos puderam

O furacão Danielle, visto da órbita terrestre, a partir da ISS, em 28 de agosto de 2010

O furacão Danielle, visto da órbita terrestre, a partir da ISS, em 28 de agosto de 2010


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VÍDEO PARA INEBRIAR: O encanto e a magia da Lua

Silhuetas na lua cheia

Silhuetas na lua cheia

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O fotógrafo neozelandês Mark Gee é um apaixonado pelo seu trabalho. Os anos passados envolvido na fotografia de filmes longa-metragens o condicionaram a manter constante atenção aos detalhes, sempre procurando ângulos diferentes e lançando mão de muita criatividade. Mas com esse vídeo, essas imagens da lua, ele se superou.

Foram alguns meses de preparação, tentativas fracassadas, e eis que fica pronto um vídeo que ele, Mark Gee, jura que não houve manipulação, nem corte, nada: Full Moon Silhouettes, ou Silhuetas na lua cheia, em tradução livre. Para conseguir isso, a partir do Mirante Monte Vitória , em  Wellington, na Nova Zelândia, Gee armou seu aparato fotográfico a 2,1 km do local, do outro lado da cidade, no nascer da lua do dia 28 de janeiro de 2013.

A trilha sonora é Tenderness, de Dan Phillipson.


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As fotos estupendas do astronauta-poeta

Astronauta-poeta Douglas Wheelock

Astronauta-poeta Douglas Wheelock

Que tal uma pausa para a beleza do planeta Terra em meio a tanta notícia ruim e chata?

Vamos lá.

Quando o russo Iúri Gagárin foi ao espaço, na condição de primeiro homem a ultrapassar as fronteiras do conhecido, a bordo da nave Vostok, em abril de 1961, fez uma declaração extasiada que ficou para sempre: “A Terra é azul”.

Depois disso, muitos astronautas, de várias nacionalidades, já se aventuraram ao espaço, incluindo o brasileiro Marco Pontes. Até robôs já mandamos sondar os planetas vizinhos, e as estações espaciais em órbita permite que as viagens durem mais tempo.

Mas faltava – não falta mais – um poeta no espaço. É que o americanoDouglas Wheelock, astronauta da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mandou de presente, do espaço, fotos de sua viagem, enviadas via twitter (@Astro_Wheels), do planeta e de outras maravilhas do universo. Ele esteve na Estação Espacial Internacional em junho de 2010.

Confira — as fotos e os comentários do astronauta-poeta, precedidos, porém, por um recado de um poeta bem mais conhecido:

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“O astronauta ao menos
Viu que a Terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor”

“O astronauta”, Vinicius de Moraes

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Vista da Terra a partir da Estação Espacial Internacional

Vista da Terra a partir da Estação Espacial Internacional

“Por cima do Atlântico Central, pouco antes de outro pôr-do-sol espetacular, com as espirais do furacão Earl à mostra, ao cair do sol. Uma visão interessante da força de vida do nosso sol. Os paineis solares ao lado da Estação Espacial, assim como o furacão, recebem o pouco de energia que resta antes que o sol caia em eclipse”.

Lá do alto, o Lago Titicaca, entre o Peru e a Bolívia

Lá do alto, o Lago Titicaca, entre o Peru e a Bolívia

“Eu venho acompanhando a paisagem única e deslumbrante da América do Sul, e de vez em quando me encontro sem palavras para descrever tamanha beleza. Aqui vai uma foto de Peru, Bolívia e Chile com os majestosos Andes alongando a altura do continente. No centro da foto está o Lago Titicaca, na fronteira entre o Peru e a Bolívia”.

As Ilhas Bahamas: "poucos lugares do mundo rivalizam em cores" com elas

As Ilhas Bahamas: “poucos lugares do mundo rivalizam em cores” com elas

“De todos os lugares do nosso planeta glorioso, poucos rivalizam em cores com as Bahamas. Aqui vai uma visão do nossa nave de reabastecimento Progress-37, com as Bahamas de fundo. Que mundo maravilhoso!”

A fina camada de nuvens polares ao pôr-do-sol

A fina camada de nuvens polares ao pôr-do-sol

“Essa é a estação do ano em que mais vemos nuvens polares, e com o nosso ângulo alto é possível capturar essa fina camada de nuvens no pôr-do-sol”.

"Me leve até a Lua... Espero nunca deixar de estar maravilhado"

“Me leve até a Lua… Espero nunca deixar de estar maravilhado”

“Me leve até a Lua… Deixe-me dançar entre as estrelas… Espero nunca deixar de estar maravilhado. A paixão pela exploração e pelas descobertas é um nobre legado para deixar a nossas crianças. Espero que levantemos nossas velas e nos aventuremos um dia. Esse seria um dia glorioso…”

Ilha de Oahu, no Havaí: "Beleza de tirar o fôlego"

Ilha de Oahu, no Havaí: “Beleza de tirar o fôlego”

“Ilha de Oahu, no Estado do Havaí. Algumas nuvens, mas é possível ver com clareza a capital, Honolulu, a cratera Cabeça de Diamante e Pearl Habor. A ideia é capturar a beleza com a câmera, mas queria que minhas pestanas fossem shutters para que pudesse tuitar essas imagens. Beleza de tirar o fôlego”.

"A Terra é uma explosão de vida num vasto mar de escuridãol"

“A Terra é uma explosão de vida num vasto mar de escuridão”

“Outro pôr-do-sol é de tirar o fôlego… nós vemos 16 desses todo os dias na órbita terrestre, cada um é um momento especial. Essa linda linha azul é o que faz da nossa casa ser tão especial nos cosmos. O espaço é legal… mas, a Terra é uma explosão de vida num vasto mar de escuridão”.

Montanhas Coastal, no Canadá: "O Criador ainda está trabalhando... apesar de nós"

Montanhas Coastal, no Canadá: “O Criador ainda está trabalhando… apesar de nós”

“‘Rio de Gelo’… Existem incontáveis lugares na Terra que nos lembra que o Criador ainda está trabalhando por nós… ou melhor… apesar de nós. Aqui está uma vista da deslumbrante paisagem das Montanhas Coastal, na Colúmbia Britânica, no Canadá. O gelo prateado através de uma lente de 400 milímetros”.

O brilho de Atenas: "Ver o esplendor dessas ilhas anciãs (as Ilhas Gregas) é surreal"

O brilho de Atenas: “Ver o esplendor dessas ilhas anciãs (as Ilhas Gregas) é surreal”

“As Ilhas Gregas durante uma clara noite da Europa. Atenas brilhando às margens do Mar Mediterrâneo. Ver o esplendor dessas ilhas anciãs de fora – do espaço – é um sentimento muito surreal”.

Aurora Boreal: "As luzes do Norte começam a dançar pelo céu"

Aurora Boreal: “As luzes do Norte começam a dançar pelo céu”

“Aurora Boreal. Nós temos aproveitado a beleza das luzes do Sul nas últimas semanas. Agora com o crescimento da atividade solar, enquanto o sol diminui devagar até o outono, as luzes do Norte começam a dançar pelo céu. A Terra nunca cansa de nos deixar maravilhados. Cores, movimento, vida, dias abençoados, noites sagradas”.

O privilégio de ver pela janela da Estação: "Minha alma canta!"

O privilégio de ver pela janela da Estação: “Minha alma canta!”

“Cada vez que olho através da janela e contemplo nosso belo planeta, minha alma canta! Olho céus azuis, nuvens brancas e benditos dias brilhantes.”

A Grande Barreira de Coral, na Austrália: "Cor, movimento e vida"

A Grande Barreira de Coral, na Austrália: “Cor, movimento e vida”

“O reflexo de cor, movimento e vida na tela do nosso maravilhoso mundo. Esta é parte da Grande Barreira de Coral ao largo da costa oeste da Austrália, fotografada com uma lente de 1200mm.”

À noite, iluminada, "a beleza sedutora da Itália"

À noite, iluminada, “a beleza sedutora da Itália”

“A beleza sedutora da Itália, uma noite clara de verão. Pode-se ver numerosas ilhas que adornan a costa – Capri, Sicília e Malta. Nápoles e o Monte Vesúvio se localizam ao largo da costa.”

A Patagônia, no sul da Argentina: "Perfeita harmonia"

A Patagônia, no sul da Argentina: “Perfeita harmonia”

“No sul da América do Sul se encontra a pérola da Patagônia. A impressionante beleza de montanhas rochosas, massivos glaciais, fiordes e oceanos se combinam em perfeita harmonia.”

Na escuridão, a luminosidade vem do capacete

Na escuridão, a luminosidade vem do capacete

“A uma velocidade de 28,163 km/h (8 quilômetros por segundo) rodamos a órbita terrestre, fazendo uma evolução a cada 90 minutos, e encontrando-nos com um nascer e um pôr-do-sol a cada 45 minutos. Assim que a metade de nossa jornada é durante a escuridão, e para isso dispomos de luzes em nossos capacetes.”


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Os mais de 1.000 botões de controle de um ônibus espacial

Cabine de comando, com sua infinidade de botões (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Cabine de comando, com sua infinidade de botões (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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Já imaginou quantos botões é preciso apertar para ultrapassar a atmosfera terrestre e navegar no éter? As cabines dos ônibus espaciais, os extraordinários space shuttles que a NASA aposentou em 2011 após 30 anos e centena e meia de missões espaciais, possuem mais de mil.

Você leu corretamente: mais de mil.

Para facilitar a vida da tripulação, essa infinidade de botões, a partir da qual se controlavam computadores, foguetes, circuitos, aquecedores, válvulas e todos os outros componentes da nave, era dividida em setores: ”O” para cima, “C” para o centro, “F” para a frente, “A” para a ré, “L” para a esquerda e “R” para a direita.

É claro, porém, que mesmo astronautas supertreinados estavam sujeitos a se confundir. Por isso, quando as células cerebrais falhassem, os centros de controle terrestres possuíam dispositivos que permitiam orientar milimetricamente quem estava em órbita.

E para quem acha mais de mil botões um número exagerado, imagine como era tripular o Endeavor, construído em 1987, quando ainda não se utilizava a sofisticada tecnologia de touchscreen nem a de controle de voz.

Quem sabe, no futuro, os astronautas poderão contar a bordo com a Siri, assistente do IPhone, para verificar a posição das células de luz solar ou fazer pequenos ajustes.

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Partida de um ônibus espacial (Foto: Nasa)

Um ônibus espacial decolando com o auxílio de motores externos alimentados por supertanques (Foto: Nasa)

Um ônibus espacial decolando com o auxílio de motores externos alimentados por supertanques (Foto: Nasa)

Visão lateral de uma cabine de comando (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Visão lateral de uma cabine de comando (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Detalhe de uma cabine de comando, mostrando a posição de um dos dois pilotos (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Detalhe de uma cabine de comando, mostrando a posição de um dos dois pilotos (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Vista de outro ângulo de uma cabine de comando (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Vista de outro ângulo de uma cabine de comando (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Detalhe de parte dos dos botões dos painéis frontais(Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

Detalhe de parte dos dos botões dos painéis frontais(Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)


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Em só 3 minutos, 3 anos de imagens inéditas e muito nítidas do Sol

O sol, em vídeo da NASA

O sol, em vídeo da NASA

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Durante os últimos três anos, e desde as primeiras imagens que capturou do Sol, em maio de 2010, o Observatório de Dinâmicas Solares da NASA praticamente não tirou o foco — e as lentes — do centro do nosso sistema, registrando ininterruptamente o aumento das atividades do grande astro em direção a seu pico de atividade em seu ciclo regular de 11 anos.

O vídeo abaixo mostra os três anos de sol a um ritmo de duas imagens por dia.

A dança insanamente quente do material solar -- que, no interior do astro, pode chegar a 2 milhões de graus centígrados --, registrada pelo SDO

A dança insanamente quente do material solar — que, no interior do astro, pode chegar a 2 milhões de graus centígrados –, registrada pelo SDO

Durante o curso do vídeo, o Sol sutilmente aumenta e diminui de tamanho aparente. Isto é porque a distância entre a sonda SDO e o astro varia ao longo do tempo. A imagem, no entanto, é muito consistente e estável, apesar do fato de que o SDO orbita a Terra a 6.876 milhas por hora e a Terra faz o mesmo em relação ao Sol a 67.062 milhas por hora.

Essa estabilidade é crucial para os cientistas, que usam o SDO para saber mais sobre a nossa estrela mais próxima. Essas imagens têm registrado regularmente flashes solares e ejeções de massa coronal no ato, os tipos de clima espaciais que podem enviar material de radiação solar em direção à Terra e interferir com os satélites no espaço.

Estas seis imagens do SDO foram escolhidas como representativas do aumento do nível de atividade solar a cada seis meses, desde que a missão começou a produzir imagens consistentes, em maio de 2010. O período de máxima atividade solar é esperado para este ano.

Estas seis imagens do SDO foram escolhidas como representativas do aumento do nível de atividade solar a cada seis meses, desde que a missão começou a produzir imagens consistentes, em maio de 2010. O período de máxima atividade solar é esperado para este ano.

Vislumbres do SDO na dança violenta ajuda cientistas a compreender o que causa essas explosões gigantes – com a esperança de um dia melhorar nossa capacidade de prever esse clima espacial e seus efeitos sobre a nossa vida.

A trilha sonora é A Lady’s Errand of Love, de Martin Lass

 

 


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Serge Gainsbourg e Jane Birkin, o casal que estremeceu os anos 60-70

Ousadia, hoje em dia? Pois Serge Gainsbourg e Jane Birkin eram fotografados assim há… mais de 40 anos

Ousadia, hoje em dia? Pois Serge Gainsbourg e Jane Birkin eram fotografados assim há… mais de 40 anos

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Casais frisson, como Pitt-Jolie, David e Victoria Beckham, príncipe William e Kate Middleton são fichinhas perto da dupla romântica que marcou época: a linda inglesa Jane Birkin e o muito feio francês Serge Gainsbourg formaram um casal que causou escândalo e estremeceu os agitados, tempestuosos final dos anos 60 e entrou pelos anos 70 adentro ganhando manchetes e provocando polêmicas.

Serge e Jane: os 18 anos de diferença de idade nunca foram um problema

Serge e Jane: os 18 anos de diferença de idade nunca foram um problema

Gainsbourg era filho de judeus fugidos da Rússia czarista em 1919. Do pai, grande pianista de formação clássica, herdou a veia musical. Já o resto, sabe-se lá: Gainsbourg, compositor, cantor, ator, diretor e poeta, marcou uma época, marcou um estilo e até o fim da vida, em  2 de março de 1991, aos 62 anos de idade, foi um homem de paixões intensas, sucessos estrondosos e vida desregrada – boêmio de carteirinha, fumava demais, bebia demais, cheirava demais, pulava de mulher em mulher. Não é por acaso que sua vida mereceu um filme, aliás muito bem avaliado: Gainsbourg — O Homem que Amava as Mulheres (Vie Heroïque, 2010, do diretor francês Joann Sfar).

Hoje Jane Birkin é uma ativista política, e continua a fazer turnês pelo mundo

Hoje Jane Birkin é uma ativista política, e continua a fazer turnês pelo mundo

Quando, em 1968, conheceu a bela e jovem atriz inglesa Jane Birkin, nas filmagens de Slogan, Serge Gainsbourg já era o mais feio dos sedutores – e tinha acabado de sair de uma relação com ninguém menos do que Brigitte Bardot. A deusa Bardot, então a mais célebre estrela da França e uma das mais reluzentes do planeta, não quis fazer com ele um dueto para a orgamástica canção Je t’aime… moi non plus. Foi Birkin quem aceitou – o sucesso que a música trouxe (foi proibida no Brasil, em Portugal, na Espanha e no Reino Unido, entre outros países) e a proposta de viver com o parceiro.

Este é um dos muitos vídeos intimistas que Gainsbourg e Birkin gravaram:

Cultos e charmosos, os dois formaram um casal que se transformou em um dos ícones de comportamento liberal dos anos 70. Os 13 anos que passaram juntos foram intensos: canções polêmicas, filmes polêmicos, roupas polêmicas, nudez polêmica, declarações polêmicas, vida polêmica. Eles se conheceram quando Gainsbourg tinha 40 e ela 22 anos, e ela ficou fascinada, mas não se abateu com o desprezo inicial do impertinente orelhudo: orquestrou um jantar, dançou com ele e ficou na ponta dos pés para ganhar um beijo.

Serge e Jane: um casal estiloso – e escandaloso

Serge e Jane: um casal estiloso – e escandaloso

Então, nessa primeira noite, Gainsbourg a levou sucessivamente a um bar de travestis, a um clube onde ouviram o cantor de blues americano Joe Turner e depois a uma boate russa. A noite terminou no Hotel Hilton, onde a recepcionista perguntou: “Seu quarto é habitual, o Sr. Gainsbourg?” E nada sexual aconteceu então, porque ele, exausto, desabou e dormiu. Muito rapidamente, porém, tornaram-se inseparáveis.

Tiveram duas filhas, uma delas a hoje ótima atriz francesa e também cantora Charlotte Gainsbourg e separaram-se em 1980, por iniciativa de Jane. Continuaram, porém, amigos.

Orelhudo, narigudo, mas sedutor irresistível: Serge Gainsbourg

Orelhudo, narigudo, mas sedutor irresistível: Serge Gainsbourg

Quanto o irriquieto, multifacetado Gainsbourg morreu, mereceu do então presidente François Mitterrand a frase de que “ele foi o Baudelaire de nosso tempo, o Apollinaire…”.

No filme “Wonderwall” (1968), do diretor Joe Massot – cuja trilha sonora foi composta pelo beatle George Harrison – o nome da personagem de Jane, embora sem uma fala sequer, é Penny Lane, título de uma das canções dos Beatles

No filme “Wonderwall” (1968), do diretor Joe Massot – cuja trilha sonora foi composta pelo beatle George Harrison – o nome da personagem de Jane, embora sem uma fala sequer, é Penny Lane, título de uma das canções dos Beatles


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Fotógrafa documenta diariamente um lanche do McDonald’s que, 4 anos depois de comprado, ainda não se deteriorou

"Happy Meal Project": as batatas fritas e o hambúrguer fotografados no primeiro dia

“Happy Meal Project”: as batatas fritas e o hambúrguer fotografados no primeiro dia

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Oito anos depois do documentário Super Size Me, que obrigou a rede de fast food McDonald’s a reformular seu cardápio no mundo inteiro, incluir alimentos saudáveis nos famosos combos, como frutas e saladas, e investir pesadamente numa campanha para melhorar sua imagem de disseminadora de alimentação prejudicial à saúde — o que o documentário sugeria fortemente –, a cadeia internacional está diante de um novo desafio.

Trata-se do Happy Meal Project, da artista plástica e fotógrafa novaiorquina Sally Davies que, em 2010 resolveu registrar em fotografias diárias o processo de decomposição de um McLanche Feliz, formado por um hambúrguer e uma porção de batatas fritas. O lanche não está em geladeira nem nada parecido: fica no ambiente natural de uma casa.

Com o passar do tempo, a fotógrafa ficou estupefata: o sanduíche e as batatinhas continuavam com a mesma aparência, não mostrando sinais de alteração. Como se fossem de borracha ou de isopor.

No dia 10 de abril, o projeto completou 2 anos e — pasmem! — estava tudo igualzinho ao primeiro dia. As fotos, todas as 756 delas, estão expostas em seu site, e em seu espaço no flickr, e mostram que a única variação se deu no pão do hambúrguer, que se partiu em alguns pedaços devido ao ressecamento.

“Eu demoro a acreditar que se passaram dois anos desde o dia em que o comprei”, disse a fotógrafa dà agência espanhola de notícias EFE. “Eu pareço dois anos mais velha, mas para o hambúrguer o tempo não passa”.

As batatinhas e o hambúrguer, 756 dias depois: tudo o que aconteceu foi que o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto

As batatinhas e o hambúrguer, 756 dias depois: tudo o que aconteceu foi que o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto

“Continuarei fotografando o hambúrguer até que ele se desintegre, o que pode custar o resto da minha vida natural”, explicou a artista, que constatou como nos 751 dias em que se dedica a fotografar esse exemplo de fast-food muito pouco mudou nos componentes do lanche infantil.

Davies acha que o lanche que comprou há mais de dois anos sofreu algum tipo de desidratação mas não iniciou nenhum processo de putrefação. E se pergunta que qualidades nutricionais que pode ter “um alimento que não apodrece nem se corrompe com a passagem do tempo”.

Um mês só comendo no McDonald’s — e o cineasta ficou péssimo

Em 2004, o cineasta americano Morgan Spurlock passou 30 dias se alimentando exclusivamente no McDonald’s: café da manhã, almoço e jantar, sendo monitorado por exames clínicos e acompanhado por um médico, para realizar o Super Size Me.

Chegou a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) diariamente durante o experimento.

"Super Size Me": em 30 dias, o cineasta Spurlock ganhou 11 quilos, problemas no fígado, disfunção erétil e depressão

“Super Size Me”: em 30 dias, o cineasta Spurlock ganhou 11 quilos, problemas no fígado, disfunção erétil e depressão

Spurlock, antes do experimento, mantinha uma dieta variada, era saudável e magro, com 1,88 metro de altura e 84,1 quilos. No final dos 30 dias, havia engordado 11,1 quilos, seu índice de massa corporal se elevara de 23,2 para 27 (grande aumento de gordura), sofreu problemas como mudanças de humor (um começo de depressão) e disfunção sexual, além de danos ao fígado. O cineasta precisou de 14 meses para perder o peso que havia ganhado.

 

ATUALIZAÇÃO

A fotógrafa Sally Davies continua firme e forte com o seu projeto, apesar de todas as críticas e descrenças que recebe por conta de toda a publicidade que teve.

No dia 10 de abril de 2014 o lanche feliz completará 4 anos na função de modelo, que hoje está com essa aparência:

Esse é o dia 1452, no dia 31 de março de 2014, na véspera do seu quarto aniversário

Esse é o dia 1452, no dia 31 de março de 2014, na véspera do seu quarto aniversário